01/02/2018

Mescelânea - Janeiro 2018

Em janeiro aconteceram muitas coisas na minha vida, especialmente no que diz respeito a problemas de saúde e hospitais (a maior quantidade de páginas do volume um de Dom Quixote que li de uma vez foram consumidas numa noite inteira como acompanhante em um leito de hospital), numa extensão de dezembro, que, no bom e no mau (problemas de saúdeeeeeee) sentido, foi o mês mais movimentado de 2017. Ainda assim, até que deu pra ler e assistir a uma boa quantia de coisas (ler em quantidade de páginas, pelo menos, porque vocês sabiam que Dom Quixote é comprido PARA UM CARAMBA?!).

Li
Foram quatro livros: Ruas Estranhas (vários autores, co-editado pelo George R. R. Martin), O Mundo Pós-aniversário (Lionel Shriver), Malala - a menina que queria ir para a escola (Adriana Carranca) e Dom Quixote - Volume I (Miguel de Cervantes).
Ruas Estranhas é uma coletânea de contos composta por 16 histórias fictícias, cada uma de um/a autor/a diferente. Todo o livro é de fantasia urbana, um gênero que o George introduz de maneira bem simpática e divertida (inclusive me deixando contente por finalmente poder identificar nitidamente qual é esse gênero fantástico que eu gosto tanto e que é, provavelmente, o meu favorito; É FANTASIA URBANA!!!), chamando-o, inclusive, de ''gênero bastardo'', em sua única participação no livro, já que ele não é autor de nenhum conto.
Eu peguei pelo nome dele, enorme na capa, admito, e pela saudade; mas ver que ele só escrevia a introdução rendeu um lamento que durou pouco, já que logo fui fisgada pelas histórias. O livro é um calhamaço, mas os contos não são tão compridos assim (são con.tos, dããã), então não é como se descobríssemos o sentido da vida e captássemos mensagens vitais em cada um: a qualidade do livro está na aura com que ele nos envolve e na capacidade absurda de imersão que os autores (ou quase todos, já que só não curti uns 3) conseguem produzir em nós em tão poucas páginas.
De verdade, eu me encantei com vários dos universos e personagens criados, e lamentei a efemeridade deles até perceber que talvez esse seja o forte de muitos: eles acabam na hora certa, deixando a gente com gosto de quero mais, e não fatigados pelo que se teve em excesso.
Recomendo muito, especialmente se você gosta de contos e de um horrorzinho básico. Também vou procurar em outros livros os nomes dos autores que conheci brevemente nesse aqui.
O Mundo Pós-aniversário foi o segundo que li da Shriver e: já é uma autora favorita da vida.
Como já escrevi uma resenha na qual expus o enredo, vou me limitar a dizer que, putz, eu tava me preparando demais pra não ser arrasada no final, já que receava isso depois de ter lido Precisamos Falar Sobre o Kevin, porque NÉ, mas ela conseguiu ACABAR COMIGO de novo, apesar de todo o preparo emocional *cof cof*.
Já falei na resenha, mas: chegou um momento em que fiquei com MEDO de pegar o livro, porque sabia que ia me abalar. Li as últimas vinte páginas de uma vez só e meio correndo, como quem puxa um band aid rápido pra doer menos (película com cera pra depilação é uma associação bem mais precisa, mas ok), mas não deu. Saí chorando.
LEIAM SHRIVER. ELA DESGRAÇA CORAÇÕES. :)
Malala - a menina que queria ir para a escola é um livrinho infantil com noventa e poucas páginas, que pode muito bem ser lido por um adulto (vulgo eu com 19 anos na cara) porque a narrativa chega a ser massiva, embora sempre conduzida de maneira leve, claro. Em uma hora você lê tudo.
É escrito e ilustrado por duas brasileiras, e conta em primeira pessoa a saga da jornalista que foi ao Paquistão, na região em que Malala sofreu o ataque, para conhecer mais a história dela.
Embora a jornalista conte sua trajetória pessoal, é claro que ela também dá espaço para a biografia da Malala, que é mesmo linda de ler.
É um livro pra ler para seus sobrinhos, priminhos, irmãos mais novos ou filhos, com uma linguagem gostosa e ilustrações muito amorzires.
Malala é mesmo uma heroína viva, um testemunho ambulante.
Li também o volume um de Dom Quixote, da edição da Penguin Companhia. A história desse cavaleiro andante esfarrapado é enorme. Toda ela compõe mais de 1300 páginas, em dois volumes diferentes.
Com certeza vou fazer uma resenha quando acabar o segundo volume (já estou com ele), porque como ler uma história de 1300 páginas e não falar sobre ela, não é mesmo?
Me interessei por ele desde que uma das mulheres mais incríveis da minha vida, minha antiga pastora (ela se formou em biomedicina e, antes de se mudar com a família como missionários pra Portugal, me deu de presente o livro de anatomia/fisiologia caríssimo que usou na faculdade - o negócio é enorme e maravilhoso e custou uns 500 reais; me sinto num playground com ele nas mãos -, porque era uma pessoa com quem eu falava bastante sobre meus estudos e que sabia do meu desejo de fazer medicina, EU AMO ESSA MULHER, VOCÊS NÃO TÊM NOÇÃO), disse que leu na adolescência, e amou a ideia da minha melhor amiga, filha dela, que tava querendo pedir um exemplar de presente em seus 18 anos, na edição mais caprichada que conseguissem achar, haha.
Existem alguns poréns, mas tô gostando bastante. E rindo muito também. Cervantes devia ser uma figura.

Assisti
Eu acho que vai dar textão porque assisti a um bocado de coisas em janeiro. Foram cinco filmes, quatro temporadas de uma série e um anime esse mês.

Perdido Em Marte
Depender da TV aberta pra assistir aos filmes sobre os quais você ouve falar no Oscar: que morte lenta.
Foi o primeiro filme do ano e eu gostei muito dele, então já é um favorito de 2018. Como já escrevi sobre aqui, também não vou me alongar muito. Mas basicamente: um astronauta fica perdido em Marte (avá) depois que o resto da tripulação em missão espacial acha que ele morreu, e aí o bendito tem que se virar pra sobreviver num planeta distante fabricando a própria comida e água enquanto tenta estabelecer contato com a Terra pra voltar pra casa. Quem nunca?
O filme é a coisa mais linda e recomendo demais.

Táxi Driver
Eu tava querendo ver há tempos porque acompanho alguns canais de cinema e volta e meia ele é citado entre filmes clássico setentistas, já que o Scorsese (mesmo diretor de O Lobo de Wall Street, Os Infiltrados e Ilha do Medo) é um baita nome do cinema, né?
Eu também fiquei mais inclinada a assistir porque tem o Robert De Niro mais jovenzinho e eu amo ele (seus papéis como senhorzinho rabugento fazem do cinema um lugar melhor pra se viver). <3
O personagem do De Niro é um cara bem ordinário e perdido na vida que resolve trabalhar como taxista à noite pra conseguir um dinheirinho a mais. Só que nisso, recebendo todo tipo de passageiro nas ruas noturnas novaiorquinas, ele acaba se envolvendo um pouquinho no submundo da cidade, o que total determina o desfecho do filme.
Eu não achei o longa excepcional e não acabei ele pensando SENHOR, QUE OBRA-PRIMA, até porque tem um ritmo bem estranho; mas é bom ver o De Niro atuando mais jovem e eu amei o personagem dele. O cara é um tanto maníaco: faz as coisas no impulso, se joga nas situações com uma empolgação insana, se mete em projetos pessoais absurdos, comumente movido por uma euforia dúbia, confia na própria capacidade de produzir resultados positivos com objetivos extremamente erráticos (tem uma cena dele chamando uma garota pra sair de um jeito muito absurdo, confiando que vai conseguir um encontro com ela no matter what - e consegue).
Se eu ainda consultasse um psicólogo, ia pedir pra ele traçar um perfil psicológico do personagem, porque cheguei a conversar com o meu antigo (dr Tiago era um gato, saudades)(sério) sobre o personagem do DiCaprio em O Aviador (também do Scorsese; coincidência? Acho que não) e ele disse que o cara era maníaco, e acho que o De Niro em Táxi Driver tem um pezinho nessa condição psicológica também.
Foi curioso pra mim observar o quanto esse tipo de mentalidade não foi contemplada no meu histórico de filmes assistidos. Já vi todo tipo de depressivos e psicopatas no cinema, mas não consigo listar um personagem sequer com uma loucura parecida com a do De Niro nesse filme.
Enfim. Também tem a Jodie Foster bem menininha interpretando uma prostituta de 13 anos *cofcof*.

Paranorman
AHHHHHHHHH MEEEEUUUU SENHOOOR AMAAADDDOOO vocês não imaginam o quanto eu amei esse filme.
Eu amo animações (se você acha que animações são só para crianças SAIA DAQUI AGORA) e essa vai entrar pra lista das minhas favoritas na categoria "morbidazinhas <3" (lista patrocinada com força pelo Tim Burton).
É sobre um guri que vê gente morta e é o esquisito da escola (Carolina, prazer) e da cidade porque fala com esse povo que "não existe" e tal. Até que um tio estranho e deserdado pela família o incumbe de uma missão: ler um conto de fadas no túmulo de uma bruxa que é um elemento importantíssimo da história da cidade (as crianças apresentam peças na escola contando a história dela, é esse o nível). Se ele falhar, os mortos vão levantar das tumbas e tocar o terror.
Meus pais falando comigo sempre Cena e frase do filme
O filme tem um enredo bem engenhoso (por que se leria um conto de fadas para uma bruxa em seu túmulo?) que nos atenta o tempo inteiro para a discriminação e o estranhamento que o "diferente" provoca em meio ao que é dito "comum", e fala de como a vida de pessoas que não se enquadram nas convenções de normalidade é afetada por conta dessa hostilidade.
Mas além disso, PENSA NUM STOP MOTION BEM FEITO. Sério, cara. A animação é perfeita, os quadros são perfeitos, a edição é perfeita, os desenhos são perfeitos, é tudo taaaaaaao lindo que chega a deixar a gente bobo. Sabe aquelas animações que você vê e percebe de cara o trabalho que foi dispendido em cada detalhe, em cada fio de cabelo do protagonista, em cada galho de árvore, em cada vapor saindo da xícara? ESSE FILME É ASSIM.
Com certeza uma das melhores animações que já vi e também já uma favorita da vida.
Assistam, se joguem, amem. =}

Easy A
Eu soube do filme quando escrevi uma resenha para A Letra Escarlate e procurei no google imagens pra ilustrar, dando de cara com a Emma Stone com esse A costurado no corpete.
No livro uma mulher que fica grávida é tida como adúltera (mesmo que ninguém da cidadezinha conhecesse o marido e ela não o visse há anos) e é condenada pelas autoridades religiosas e puritanas a andar sempre com um A escarlate bordado no peito. Em Easy A, a personagem da Emma mente, pra bff no banheiro da escola, que transou com um cara; só que a mentira é ouvida por outra garota fofoqueira e o boato acaba se espalhando, e logo a Emma (claramente sou uma bosta com nomes de personagens medianos) é tida como A Vadia da escola e começa a receber dinheiro pra fingir que transou com uns nerdões que querem desencalhar.
Só que ela taca o foda-s* (nossa, Carolina, nem deu pra ver o que tu queria dizer com esse asterisco aí...) e abraça o título de Vadia e fica andando pra cima e pra baixo com corpetes divinos (quero todos) com A bordados.
Olha, eu ri (e meu irmão também) em alguns momentos, porque o humor é daqueles constrangedores e incômodos, ou absurdamente ridículo mesmo, que te induz a rir de vergonha alheia. Mas de maneira geral achei o filme mais bobo do que bom, bem besteirol americano mesmo.
Mas os pais da protagonista: MELHORES PERSONAGENS DO CINEMA INTEIRO.

A Menina Que Roubava Livros
Embora não fizesse tanta questão de assistir, eu fiquei com certa curiosidade, e quando soube que ia passar na TV pensei por que não?
O livro é maravilhoso, um dos meus queridinhos, e quis ver como eles adaptariam para as telas. Foi bom ter assistido anos depois de ter lido a obra de origem, porque aí aquela postura crítica de quem detecta cada alteração ou diferença fica menos aguçada e se pode apreciar o longa como uma obra integral e independente.
Nessa perspectiva (e em várias outras), eu gostei muito do filme. O forte dele é a fotografia, absolutamente deslumbrante, mesmo quando mostrava Liesel e Max no porão. Mas a produção também tem um cuidado com detalhes do cotidiano dos personagens que foram passados pra tela de forma muito pura, em cenas delicadas, simples e bonitas que tocam muito a gente. Pra mim os momentos do filme são construídos nas cenas silenciosas, que falam com gestos e com o visual.
Duas cenas que ficaram no meu coração: 1) a da guerra de neve no porão, essa bem barulhenta e baderneira, em que Liesel e o pai carregam escondidos baldes de neve pra dentro de casa pro amigo e refugiado judeu poder sentir a textura dela, depois de meses confinado no porão, e até a mãe rabugenta larga os afazeres pra guerrear com a filha adotada, o moço escondido e o marido de balde na cabeça fazendo as vezes de capacete de guerra, na maior folia. 2) Quando Max, o judeu, sai pra fora da casa no meio da noite pra poder olhar o céu e as estrelas, absolutamente sozinho na rua porque todos os vizinhos se refugiaram no abrigo antiaéreo quando começou um bombardeamento, e ele teve a única chance de sair pra fora, sorrindo de braços estendidos, buscando o céu enquanto todos fugiam dele.
Cenas bonitas, sabe? De doer. O filme é cheio delas e ganha por isso.
Meus dois únicos poréns são: achei a interpretação da Liesel meio chocha (desculpa, atriz) e queria que a morte como narradora ganhasse mais destaque; no livro (ó eu comparando) somos lembrados que a morte conta a história o tempo inteiro, e no filme passamos bons minutos sem nem reparar nesse detalhe - que, para mim, é crucial.
Mas eu chorei que nem uma perdida e fiquei com o mesmo sentimento de desgraçamento emocional e mental que senti ao fim do livro. Deu até uma nostalgia da leitura.

Mad Men
Terminei Mad Men. \o/ Vi as últimas quatro temporadas (são sete no total) esse mês.
Eu me arrastei muito nas primeiras temporadas, especialmente 1 e 2, que foram um parto, e tava planejando só olhar a série muito esporadicamente. Mas aí comecei a escrever sobre e quis concluir de uma vez, e foi nas últimas temporadas que eu acabei me envolvendo de vez. Não virou uma favorita da vida e acho que entre todas as séries essa foi a que mais demorou a me fisgar. Eu só tava viciada, querendo ver um episódio atrás do outro, lá pela quinta temporada.
Peggy Olson virou uma das minhas personagens favoritas de todos os tempos e além, uma heroína e símbolo de resistência feminina que eu vou guardar no fundo do core <3 (CONHEÇAM A PEGGY PLMDDS).
Eu acabei a série com muita vontade de falar sobre o destino das personagens femininas (a tríade principal, podemos dizer, é composta por Peggy, Joan EU TAMBÉM AMO A JOAN e Betty), mas não tem como fazer isso sem spoilerar ADOIDADAMENTE, então fica o apelo pra que alguém que tenha visto a série e esteja lendo isso aqui (ninguém) me chame PLMDDS. Vamos discutir sobre as mina de Mad Men!
O Don, protagonista, é um bosta em praticamente todos os aspectos, SENNHOR. Péssimo pai, péssimo esposo, péssimo profissional... Quer dizer, ele é muito bom no que faz e tem um talento incrível, mas vive bebendo, dormindo e abandonando o "posto" no trabalho pra se encontrar com as amantes. Eu não sou de crucificar os caras TODOS sempre (porque parece que tem quem seja), mas olha, mesmo com muito esforço, é difícil não achar todos os homens de Mad Men uns completos merdas desprezíveis MORRAM. Tipo, o ÚNICO que se salva, pra mim, acaba ficando louco. Literalmente. Tipo, mesmo. Até sai do serviço numa maca. (Te amo, Ginsberg <3)(Eu também simpatizei um pouco com o Stan, mas não tanto.)
Ainda tô tentando digerir o fim do Don, mas as mulheres são sem dúvida as únicas heroínas pra mim (por mim a gente pode crucificar o Pete e tocar fogo). ELAS REINAM.
Eu curto anti-heróis (quer dizer, Breaking Bad, que talvez tenha o maior deles, é minha série favorita DA VIDA), mas o Donald Draper não conseguiu me cativar tanto (definitivamente não como o Walter White). Eu não ODIAVA ele, mas também não lamentaria se ele se desse bem mal.
Terminei querendo abraçar a Peggy e a Joan (a jornada da Joan, cara, o final dela...) e chutar todas as bundas machistas que elas encontrassem no ambiente profissional (90% das pessoas).
Vou concluir dizendo que além de cuspir veneno toda vez que eu via um bosta sendo um misógino nojento e menosprezando as mulheres de Mad Men, outra coisa que me agoniava era a quantidade de pegação que os personagens davam em bancos de táxi com o taxista de boa ali na frente, vendo tudo. O pessoal se pegava loucamente dentro de táxis em quase todo episódio, como se estivessem numa cama de motel, e isso ME AGONIAVA de vergonha alheia (espero não ter sido a única). Gente, vamo se acalmar, por favor, não me constranjam.

Diabolik Lovers
Aí ok, saí do desgraçamento de Mad Men, vou me tocar num anime leve, bestinha, shoujo de preferência, pra anuviar a cabeça... E fui parar nesse. E em algo eu acertei, porque ele é bem bestinha mesmo.
Uma guria não sei por que raios vai parar na casa de seis irmãos vampiros (Stephenie Meyer feelings) e posteriormente acaba descobrindo que está lá pra ser uma espécie de ''noiva'' (segundo uma tradição vampiresca claramente retardada) pra eles: uma presa da qual eles se alimentam quando der na telha.
É um anime harem então a gente já consegue saber antecipadamente que vai ser todo zoado (foi por isso que eu comecei a assistir, afinal), só que a birosca acaba sendo uma perfeita representação de relacionamentos abusivos (E.L. James feelings), porque NÉ.
Ele é bem fraco e seria algo que eu só recomendaria pra assistir depois de coisas pesadas, mais ou menos como se recomenda um YA depois de Saramago, não fosse por essa desgraça de abuso. Inclusive é ABISSAL a quantidade de anime assim que existe, um subgênero próprio, toda uma coisa entranhada culturalmente... Dá pra fazer um TCC sobre, seriously.

Links, LINKS EVERYWHERE
Como esse texto tá ficando mais longo do que eu gostaria, vou aproveitar o gancho do Globo de Ouro e do Grammy que ocorreram recentemente pra linkar só coisas relacionadas a música e premiações. Em janeiro não sei o que aconteceu, mas também acabei afundando numa ressaca de Michael Jackson (eu já falei que amo Michael Jackson? EU AMO MICHAEL JACKSON) por sei lá que motivo, e acabava passando umas duas horas diárias me jogando em vídeos e mais vídeos dele/sobre ele no youtube. (''Tu tá vendo Michael Jackson de novo, Carolina?!'' - Minha irmã) Acabei juntando um material massivo sobre o cara nos meus históricos, então isso aqui tá cheio de Rei do Pop (o único, hoje e sempre) também.

-Vídeo-resumo com os vencedores do Grammy 2018 (spoiler: o asto da noite foi o Bruno Mars).

-Lady Gaga esteve divina em sua performance nesse mesmo Grammy (se o link não estiver mais funcional quando você chegar aqui, procure por conta própria, please).
(A apresentação de Praying, da Kesha com várias outras artistas, também estava linda, além de simbólica, mas não achei um link que prestasse, então fica só a recomendação.)

-Como era o Globo de Ouro na década de 90, bom pra ver como as tendências mudam e como o mau gosto era grande (a Julia Roberts de terninho e sorrisão <3).

-Discurso que a Oprah fez no Globo de Ouro 2018, coroando o protesto que várias artistas fizeram contra o assédio e a violência que as mulheres sofrem na indústria.

-E já que eu tava falando dela, a icônica entrevista que a Oprah fez com o Michael Jackson, que abriu as portas de Neverland, sua casa, depois de anos de silêncio para a mídia.

-Vídeo com uma biografia extensa do Michael no Nostalgia (o Castanhari chamando o pai do artista de filho da p*** sempre que tinha a chance: HAHAHAHAHAA).

-Já que não dá pra linkar todas as apresentações que eu gosto dele (que são, tipo, todas as que existem), fico com um compilado dos shows que ele fez no Madison Square Garden em comemoração aos seus trinta anos; essas noites foram palco de várias das minhas performances preferidas dele (a de Billie Jean!!!!) e se fosse pra voltar no tempo uma única vez pra ver um show, seria esse.

-Quando ele estreou o Moonwalker (as pessoas vibrando instantaneamente) em 1983, num show pra Motown Records. Se você assistir a entrevista com a Oprah (assista a entrevista com a Oprah!!!), vai ver que ele chorou no camarim depois dessa apresentação, porque achou que tinha ficado ruim.
ELE. ACHOU. QUE. ESSA. BIROSCA. TINHA. FICADO. RUIM.
GENTE GEN. TE. G.E.N.T.E. GEEEEEEEEEEEEEENTEEEEEEEEEEE
(É nesse momento que eu me preocupo com a reação dele se visse o que eu tô fazendo com a minha vida.)
*Okay, Carolina, chega de falar do Michael.*

-Vídeo da Carol Moreira com os pricipais indicados ao Oscar 2018, pra gente já ficar por dentro.

-E, voltando à música, eu sou UMA PESSOA HORRÍVEL por ainda não ter linkado esse ser maravilhoso nesse blog que fracassa mas segue firme ou quase. Estas Tonne talvez seja o meu músico independente favorito (naturalmente briga feio com o MJ), porque eu não consigo pensar em ninguém que se encaixe melhor na definição ''pessoa que respira e vive música''. Quando vejo suas apresentações, percebo o violão como uma extensão de seu braço; ele faz com que eu sinta que ambos são uma criatura só. Quando o descobri pela primeira vez, anos atrás, ele ainda era um músico de rua. Agora já conquistou um público e faz os próprios shows. Quando o vi tocando The Song Of The Golden Dragon (que virou minha favorita, por apego emocional) aqui, nesse vídeo, saí em êxtase.
Você pode tocar todo esse post no lixo, mandar esse blog à merda e nunca mais voltar aqui. Mas se você assistir a esse vídeo, eu te agradeço. Sério. PELOAMOR, veja esse homem fazendo música (e também ouça no Spotify!!!). 
Vou concluir com essa foto ABSURDAMENTE fofa do nosso gato (um dia ainda vou comer esse bicho, aguardem), numa produção que eu e Taiane fizemos uns meses atrás com restos póstumos de festas, porque ele tava paradinho de boas na minha cama e porque somos desnaturadas.
Como auréola é uma daquelas pulseiras que brilham no escuro e no pescoço é um daqueles "colares havaianos", dejetos de uma festa de 15 e um casamento, respectivamente.
Ele ficou bem quietinho enquanto o enfeitávamos e depois, enquanto éramos abduzidas pela fofura, e essa foto tem cumprido uma função terápica na minha vida desde então.
Ele é ridiculamente perfeito, né? Parece uma anomalia. Sofro muito vendo esse serzinho todo dia sem poder estraçalhar com amor. :) 
Como eu disse no instagram: mal sabia que era isso que o esperava ao escolher (porque foi ele que apareceu no nosso telhado) ser adotado pela gente.
Até!

26/01/2018

O Mundo Pós-aniversário

Da Lionel Shriver
Desde que li Precisamos Falar Sobre o Kevin, quando tinha uns 14/15 anos, Shriver tem sido uma autora por quem desenvolvi uma atração platônica que teve poucas chances de chegar a algum tipo de consumação, uma vez que não topei com mais de seus livros, embora nutrisse muita curiosidade por todos depois de ter achado o título que a consagrou uma obra-prima ou quase. Mas recentemente a biblioteca que frequento adquiriu novos exemplares, e entre eles eu encontrei esse aqui, felicíssima ao reconhecer o nome que encabeça a capa.
No mundo pós-aniversário conhecemos Irina McGovern, uma ilustradora infantil com um relacionamento de longa data (9 anos) com Lawrence, uma espécie de consultor em terrorismo formado em relações internacionais, e sua recente atração por Ramsei Acton, um jogador de sinuca bem-sucedido e amigo sazonal do casal, com quem eles saíam anualmente (e ritualisticamente) para uma comemoração discreta do aniversário de Acton.
Em um ano, no entanto, Lawrence estava viajando como conferencista e, não podendo prestigiar a data com o amigo, incentivou Irina, a princípio hesitante, a fazê-lo. Depois de um jantar inesperadamente agradável, Irina e Acton vão para a casa do segundo fumar um baseado, e em dado momento ela sente um intenso desejo de beijá-lo; nisso ela percebe, num lapso de reflexão filosófica que é o momento mais decisivo de nossa personagem, que está diante de uma grande encruzilhada, talvez a maior em que já esteve, e que dependendo da atitude que escolher tomar, sua vida poderá trilhar dois caminhos muito diferentes entre si, que mudarão tudo.
Beijar ou não o jogador de sinuca e encarar todas as alterações que essa decisão acarretaria?
E esse é o fim do primeiro capítulo do livro; saímos sem saber que atitude Irina adotou. Nos capítulos seguintes descobrimos que Shriver decidiu desenvolver as duas narrativas imediatamente possíveis, dividindo o livros em duas realidades paralelas que acompanhamos intercaladamente capítulo a capítulo: em uma Irina beijou Acton e na outra ela resistiu a esse impulso e voltou para Lawrence com seu relacionamento imaculado, livre de grandes pesos na consciência.
A partir disso Shriver começa a desenvolver todas as nuances, contrapontos e diferenças que esses dois caminhos (e por que não vidas?) diferentes rendem à existência de Irina, um de cada vez, no que quase poderíamos definir como dois romances, ambos plenos e cheios de minúcias, dentro de um.
Já escrevi por aqui que gosto de livros que falam sobre a vida, e logo em seguida acrescentei que sim, sei que isso é ridiculamente vago e imensamente abrangente; mas, por incrível que pareça, às vezes encontro obras que eu não poderia categorizar de maneira melhor. Esse livro é uma delas.
Eu sou completamente fascinada por reflexões que abarcam todos os aspectos possíveis da nossa existência; acho lindo pensar na vida e em como tudo isso é incrível, louco e impressionante, em como a experiência de cada um nessa terra é rica em nuances, tonalidades e possibilidades diferentes, e O Mundo Pós-aniversário fala justamente sobre esses diferentes viéses e perspectivas. Sobre os vários ''e ses'' que não podemos experienciar com liberdade em virtude das limitações óbvias a que estamos sujeitos na única narrativa possível que temos: a narrativa de nossa escolha. O caminho que escolhemos seguir.
Já nesse livro a abordagem dessas múltiplas alternativas é possível, e é isso que Shriver faz na vida da protagonista. Descobrimos os desdobramentos que se apresentariam se todos os âmbitos daquele ''e se" (e se eu beijá-lo? E se não beijá-lo?) fossem efetivamente incorporados à vida de Irina, e com isso é natural adotarmos essa reflexão e enxergarmos a questão através de uma ótica pessoal (e se eu tivesse feito aquilo? E se não tivesse? E se minha decisão tivesse sido outra?).
O Mundo Pós-aniversário é sobre o que aconteceria se você dobrasse naquela esquina da vida com a qual se deparou anos atrás, mas pela qual não resolveu seguir, escolhendo um caminho inverso. Entendem?
Fiquei fascinada.
Mas saindo um pouco do enredo pra falar da escrita em si, devo dizer que Lionel Shriver verdadeiramente me impressiona com a sagacidade e inteligência com que desenvolve seus romances. Porque ela sabe construir seus personagens como ninguém, de uma forma tão plena e minuciosa, tão rica em pormenores, que é absurdo pensarmos que eles não são pessoas de verdade com quem ela topou e a quem observou detidamente para transpô-los aos seus livros. A personalidade de Irina é tão completa, tão detalhada e minuciosa, que chega a ser incrível.
Essa característica dos livros dela me deixa completamente encantada, mas também é o que me faz hesitar na hora de recomendá-los a outras pessoas, porque obras da Shriver não são bem para leitores iniciantes ou para qualquer leitor, em qualquer momento. Seus livros são densos, muito, muito, muito densos, e embora muitas coisas aconteçam assegurando um dinamismo à narrativa, o ritmo é diferente, porque ela destrincha tudo que tem para destrinchar nas personalidades de seus personagens e no contexto que os envolve.
Um livro que nas mãos de algum autor genérico teria 150 páginas, tem 300 nas mãos de Shriver, porque ela não deixa passar nada. Acho isso maravilhoso - sou uma adepta inveterada dos textões.
A inteligência, a maestria, o cuidado e a cabeça que essa mulher tem que ter pra escrever assim me impressionam muito.
Na história de Irina é difícil não torcermos por seu relacionamento com um cara entre os dois, e embora meus dedos cocem para escrever prolongadamente sobre isso, vou evitar muitas palavras para não largar spoilers. Mas devo dizer que meu coração ficou dividido e foi jogado de um lado para o outro durante todo o romance, porque é muito difícil, com personagens tão complexos e humanos assim, simplesmente odiarmos ou amarmos de todo quem quer que seja.
Lawrence é centrado, disciplinado, profissional, responsável e competente, mas também é muito fechado e me frustrava demais a frieza dele no relacionamento, a falta de beijos, de carinho e de demonstrações de afeto e a resoluta determinação a não falar dos sentimentos. Ramsei é o contrário de tudo isso: extrovertido, descontraído, carinhoso, intempestivo e baderneiro (Ramsei fazendo folia e ensinando as crianças a rasgar os pacotes de presentes no natal como se não houvesse amanhã, quando a família de Irina costumava guardá-los intactos para o ano seguinte, é o meu tipo de pessoa).
Apesar de ter simpatizado mais com um do que com outro (influenciada pelo que parece ter sido intenção da autora), de um jeito estranho e inconsciente eu acabava torcendo para os dois, para que ambos os relacionamentos dessem certo - o que é ridículo, porque naquelas circunstâncias eles eram mutuamente excludentes. Acontece que sempre torço pelas pessoas, e imaginar tudo que Irina não viveria com um se escolhesse o outro, todas as coisas bonitas e queridas que ela desconheceria, me partia o coração, porque me fazia pensar em tudo que eu também perdi e que todos perdemos - que temos que perder - porque na vida não podemos ter tudo, não é mesmo? Isso me comovia demais, sabe? Pensar nesses vários "e ses", nessas várias vivências que ignoramos.
O livro de Shriver é rico e multifacetado, e além de nos apresentar uma história interessante e memorável, ele é pincelado por várias reflexões e apontamentos que a autora faz, como é seu costume, a respeito da sociedade, dos sentimentos, de relacionamentos inter e intrapessoais, da vida, do universo e tudo mais. Eu diria que é psicanálise (A M O) com mais um monte de outras coisas juntas. E recomendo fortemente, porque nos faz pensar.
Mas não se engane, por mais genial que seja, a princípio esse parece ser só mais um livro muito inteligente, sagaz e bem elaborado, mas é provável que - mesmo que você estiver esperando e se preparando pra isso, como bom conhecedor do estilo da escritora e como eu tentei fazer, falhando miseravelmente - ele atinja seu coração impetuosamente e arrase muito seu emocional no final. Duas vezes. Como só os bons dramas fazem... Ou, melhor dizendo, como só a Shriver faz.

''A IDEIA É QUE A GENTE NÃO TEM APENAS UM DESTINO. [...] MAS, SEJA QUAL FOR A DIREÇÃO TOMADA, HAVERÁ ALTOS E BAIXOS. A GENTE LIDA COM UMA SÉRIE DE COMPENSAÇÕES, E NÃO COM UM RUMO PERFEITO, COMPARADOS AO QUAL TODOS OS OUTROS SERIAM UMA PORCARIA. [...] HÁ VANTAGENS E DESVANTAGENS VARIÁVEIS EM CADA UM DESSES DOIS FUTUROS QUE RIVALIZAM ENTRE SI. MAS EU NÃO QUERIA UM FUTURO RUIM E UM BOM. EM AMBOS, TUDO DÁ CERTO, NA VERDADE. ESTÁ TUDO CERTO.''

(Sério, pensa numa bad. Depois de Kevin, eu tava me preparando tanto - e com razão - pra levar bomba e sair arrasada que chegou um momento eu que fiquei com verdadeiro medo de abrir o livro, já pressagiando um final que ia me derrubar emocionalmente. E não deu outra. No fim, Shriver é sempre certeira.)

15/01/2018

Retrospectiva Cinematográfica/Televisiva/Animistica (q?) 2017

Eu já disse que amo retrospectivas, né? Já! Então aqui vai mais uma.
Nessa vou falar dos filmes e séries assistidos e também de alguns animes; mas só comecei a anotar os títulos das duas últimas categorias no meio do ano, mais ou menos, então a listagem vai ter algumas lacunas, provavelmente. Por causa dessas lacunas, optei por não separar as séries dos filmes num post, mas provavelmente isso vai mudar na retrospectiva de 2018 já que meu bujo tá aí só pra eu anotar essas coisas mesmo, uma vez que enfeitar as páginas e fazer colagens elaboradas está além da minha força de vontade e habilidade manual. :)

FILMES


Só em 2016 eu comecei a efetivamente anotar os filmes a que assistia, e graças a esse hábito mantido em 2017, eu percebi que vi bem menos filmes do que achava que era meu número padrão. 
Isso pode ser explicado pela minha falta de recursos monetários, já que nem lembro a última vez em que fui ao cinema (certamente não foi em 2017 inclusive aceito convites para ir ao cinema vindos de homiens inteligentes, atraentes (isso é relativo) e bem intencionados cof cof) e também não tenho Netflix/TV assinada em casa (vocês não imaginam o sofrimento que é viver nos anos 201- sem poder dispor dessa dádiva). Ou seja, dependo inteiramente da boa vontade das emissoras populares e seu pobre catálogo (aqui em casa a gente desenvolveu a teoria – cimentada por anos de pobreza experiência – de que na verdade Globo, SBT, Record, Band mentira, na band é só filme de crocodilo gigante mesmo e galerinha têm muitas opções, sim, mas preguiça de escolher mais a fundo ou um deliberado empenho em passar os mesmos filmes num ciclo de 3 meses e all over again só pro povo sofrê mesmo).
Mas enfim, foram 41 filmes assistidos em 2017 (os que mais apreciei estarão em negrito):
Eu amo esse GIF e vou protegê-lo.
Jack Reacher - O Último Tiro / Um Grito de Socorro / O Regresso / O Sequestro do Metrô 123 / Closer - Perto Demais / Temos Vagas / Os Homens Que Encaravam Cabras / Faroeste Caboclo / Hulk / Jovens Adultos / Amor Obsessivo / O Amor Custa Caro / O Exótico Hotel Marigold / Last Vegas / Um Conto Chinês / Os Groods / A Pele Que Habito / O Silêncio dos Inocentes / Sexto Sentido / American Psycho / Que Horas Ela Volta / Sob o Domínio do Medo / No Olho do Tornado / Argo / Deus Não Está Morto 2 / Até o Último Homem / Forest Gump / Zodíaco / Nunca Diga Seu Nome / Ensaio Sobre a Cegueira / Expresso do Amanhã / Lion / O Abutre / Os Suspeitos / Mad Max / Conta Comigo / Mandela - O Caminho Para a Liberdade / Capitão Phillips / Amor A Toda Prova / Uma Nova Chance Para Amar / Guardiões da Galáxia

Infelizmente teve mais coisa esquecível (mas também houve poucos fracassos rigorosos; o mediano esteve mais presente) do que memorável – mas essas segundas se destacam, sim, grazadeus. Também não foi o ano em que consegui desenterrar a longa lista de filmes destaques nas últimas edições do Oscar, que eu tô querendo ver há anos, mas né [insira aqui todo aquele discurso sobre ser pobre de novo].
Eu tinha preparado toda uma lista de categorias baseada na minha última retrospectiva (tá uma bagunça aquilo lá, nem procurem), mas ela acabou ficando com cerca de 30 tópicos e não tô com ânimo pra tudo isso (nem ninguém aqui tá). Vou cortar algumas coisas e talvez a utilize pra 2018.
Então, vou me ater a falar sobre os destaques do ano – negativos e positivos. 
Vamos lá.

Os Três Piores Que Me Deixaram Com Vontade de Levar Um Soco No Estômago (Vulgo: Não Vejam Estas Drogas)
Como eu disse, foram poucos ruins MESMO, TIPO SUPER, TIPO PRA CARAMBA, TIPO SOCORRO, e mais coisa que ficou em cima do muro entre o bom e o ruim, então esses três/quatro abaixo são realmente os únicos que eu vi na lista e pensei de cara que gente, para, APENAS PARA.

No Olho do Tornado: história típica de cidadezinha e pessoas ordinárias que de repente se veem lutando pela sobrevivência em meio a um fenômeno da natureza se manifestando em escalas destruidoras. 
Eu amo filmes com desastres meteorológicos e fenômenos naturais, e poderia ficar assistindo aO Dia Depois de Amanhã (Jake Gyllenhaaaaaaaaaaaallllll <3) em looping, por exemplo; só que as atuações desse aqui, GEN-TE, elas são péssimas. Tem o guri de ICarly fazendo meus olhos sangrarem e eu poderia ficar particularmente ressentida por isso se parte da minha infância/pré-adolescência tivesse sido construída em parceria com ICarly, mas eu sempre achei o seriado péssimo mesmo.
O filme não se salva em nenhum aspecto (embora as atuações ruins sejam efetivamente o que nos deixa com vontade de chorar no meio da noite) e é pura perda de tempo mesmo. Sério, um gibi da Mônica (inclusive amo) fará sua vida melhor.
Lembrando do filme à noite.
Eu só terminei de ver porque TOC tava com a família, nós todos estávamos achando ridículo mas continuamos firmes e fortes só pra poder rir de escárnio depois.

Sob o Domínio do Medo: esse ganhou com o roteiro mais estapafúrdio e Ninguém Avisou Pro Diretor Que Essa Droga Não Fez Sentido? do ano, porque de verdade, existe um grande buraco no filme, onde deveria constar A RAZÃO de muita coisa que acontece ali.
Um casal vai à cidade antiga da moça e começa a construir uma casa lá, mas NÃO SEI POR QUE CARACOLIS um grupo de homens grosseirões e marginais, contratados pra trabalhar na construção, decide que vai simplesmente infernizar a vida dos dois como se dane-se, é nosso hobby, e no fim acabam morrendo nas mãos do casal quando a casa é destruída.
Tá, você pode pensar, existe gente simplesmente LOUKA DE PEDRA e o filme quer mostrar isso; mas não, amiguinho, porque a coisa toda é conduzida numa trajetória sem pé nem cabeça. É tipo assim: eles tão de boas construindo a casa do casal, sendo os merdas beberrões que eles são, mas sem grandes dramas, até que de repente dá na telha deles que VAMOS FERRAR O CASALZINHO PORQUE SIM? VAMOS! E algumas autoridades (xerifes meia boca) da cidade agem como se fosse um comportamento normal (''são só homens sendo homens'') até que tudo acaba naquela destruição que você nem sabe por que aconteceu. Não faz o MENOR sentido e você só vai conseguir compreender o quanto não faz sentido vendo o filme, mas eu desejo que, então, você nunca compreenda porque tô aqui pra te dizer que NÃO VEJA ESSA DROGA. :)
(Essa sinopse tá tão ruim e desconexa quanto o filme, então PERCEBAM.)

Nunca Diga Seu Nome: esse aqui é O Fracasso com maiúsculas do ano, sabe? Sério, tenho que rir. Mais um triste caso de terror que cai no ridículo de gatilhos de susto medíocres e uma construção de enredo pobre.
Tadinha da Bel (minha cunhada), que escolheu o filme, porque ela tentou defender o maldito (‘’ahh, gente, mas não foi tão ruim, né?’’) quando os créditos começaram a subir e eu e o Mateus (meu irmão, namorado dela) nos olhávamos com cara de ‘’que dó, vou fingir que eu não vi isso; Bel, para, APENAS PARA’’. 
Quando apareceu um dos ‘’monstros’’ (kkkkkkkk) do filme, estávamos os três sentados e a Bel no meio, e eu só olhei pro Mateus por cima da cabeça dela num olhar cúmplice de QUE BELA MERDA e começamos a rir daquela desgraça (disfarçadamente pra não ofender a Bel, claro) porque era rir ou chorar, e a primeira opção é sempre melhor.
Mas enfim, tem na Netflix e é PÉSSIMOOOOOOOOOOOOOOOO, então não caiam nessa.

(Tenho que adicionar um parêntese pra mencionar Deus Não Está Morto II na listagem não oficial, porque acho que na realidade a inclusão dele nesse lista deve ser meio relativa. 
De modo geral ele é ruim? É. Muito? Muito. As atuações? Meio vergonhosas. O roteiro? Pobre.
Mas, porém, todavia dane-se, é um filme com um estilo muito específico e voltado a um público muito específico, então acho que uma interpretação mais justa avaliaria ele através da ótica de produções da mesma linha (um mercado bem escasso, diga-se de passagem). Assim, talvez, e só talvez mesmo, ele se salve.
Mas ainda mantenho a posição de que nada poderia ser pior que o volume I, então...)

Os Três Melhores Que Me Deixaram Com Vontade de Abraçar Os Atores e Atrizes e Bater Palma Na Cara Deles Jogando Confete Até Engasgá-los
(Só que eu faria com um sorriso no rosto pra passar uma impressão amigável, claro.)
Vale lembrar que todos os que entraram para a lista de favoritos da vida já estão em negrito na lista ali de cima (porque eu não poderia falar demoradamente de cada um mas também não poderia deixá-los passar). Todos, sem exceção, ocupam um espacinho querido no meu coração. <3

Os Suspeitos (trailer): os dois próximos não tão em ordem de preferência, mas esse, sim. Os Suspeitos foi o melhor filme de 2017 e QUE SENHOR FILME. 
Aqui eu falo um pouco mais sobre ele (não é uma resenha, só um espacinho numa Mescelânea), mas basicamente é sobre a investigação do desaparecimento de duas crianças, filhas de um casal de amigos. O filme acompanha a trajetória dos pais das duas, que sequestram um suspeito e o mantém em cativeiro, sob tortura, e o investigador principal do caso MEU MARIDO JAKE GYLLENHAAL
Só que a trama do filme é muito, muito, muito bem construída. É um daqueles mistérios magistralmente arquitetados que nos envolvem e fazem a gente acompanhar o descobrimento de cada peça do quebra-cabeça faceiros como se estivéssemos achando uma cartela premiada da mega-sena (tá, não é pra tanto, MAS QUASE).
Outra coisa boa é que é possível que a gente desvende a charada. O filme nos dá dicas pra isso na medida certa: sutis e nada escancaradas, mas visíveis. Não é um daqueles enredos totalmente escabrosos, impossíveis e wtf com os quais não temos chance, e isso possibilita uma imersão que torna toda a experiência muito mais proveitosa.
As atuações estão maravilhosas, a fotografia está maravilhosa, o roteiro tá maravilhoso, TÁ SIMPLESMENTE TUDO MARAVILHOSO NESSE NEGÓCIO.
Se tá entediado, com a família na noite de domingo ou com um grupo de amigos na sexta à noite, Os Suspeitos é o filme. Vai por mim. Veja já essa maravilhosa birosca e venha me agradecer depois (se quiser)(você vai querer).
(E eu já disse que tem o mozão Jake? Pois é, tem o Jake. E o Wolverine Hugh Jackman e o Jake, e o Terrence Howard e o Jake e vários outros atores e atrizes ótimos e o Jake.)

Mandela - O Caminho Para A Liberdade: eu falei bastantinho sobre ele aqui. Não tem muito o que dizer sobre o enredo porque é uma biografia cinematográfica do cara e acho que todos nós conhecemos razoavelmente bem a história dele, né? NÉ? 
Mas enfim, depois de assisti-lo eu fiquei meio surpresa ao constatar que o único outro filme sobre o Mandela que eu havia visto tinha sido Invictus (EU TE AMO MORGAN FREEMAN), que é ótimo e eu gosto muito, mas não chega a contar sua história desde o início, pulando pra quando ele já havia sido eleito. O Caminho Para A Liberdade não nos poupa de tooooooodo o baita drama que foi chegar até ali.
Idris Elba tá muito bom no papel, tudo ótimo, o filme me surpreendeu porque eu achei que nada poderia bater o Freeman e enfim, ASSISTAM.
Nunca é demais enaltecer Mandela. <3
Filme 100% aprovado pelo melhor Mandela que não é o Mandela.
Mad Max (achei o subtítulo desnecessário): fiquei em dúvida entre ele, Capitão Phillips e Zodíaco pra colocar aqui, mas como os dois últimos já vão estar nas menções honrosas, fico com Mad Max. Capitão e Zodíaco estão na frente na minha escala de favoritismo, mas acho que Mad Max realmente vai além no quesito qualidade, porque é uma produção em escalas megalomaníacas que eu jurava, nos primeiros minutos de filme, que daria muito errado, MAS DEU MUITO CERTO com exceção da ''falha'' no roteiro de que falo aqui
Como eu também já contei o enredo nesse link, basta dizer que o estilo do filme destoa de produções mais tradicionais, com uma saturação elevada que grita aos olhos, uma pegada steam punk e todo um flerte com o bizarro e o surreal, na forma de figuras grotescas.
É uma fotografia MUITO louca com vários efeitos especiais, mas vale lembrar que George Miller (diretor) queria que os efeitos fossem o mais práticos e verossímeis possíveis, então ele zelou por isso reproduzindo de verdade várias cenas que a gente juraria que foram pura computação gráfica. Tipo, o Tom Hardy REALMENTE teve que gravar cenas de corrida pendurado numa estaca em cima do capô de um carro (!), pessoas REALMENTE tiveram que pular de um veículo ao outro no meio de toda aquela correria assassina no deserto (!) e aquele fucking caminhão estratosférico REALMENTE foi capotado numa das cenas finais (!)(sério, gente, aquilo não é computação e eu ainda tenho dificuldade em lidar com essa informação).
E Mad Max também trás a maravilhosa Furiosa, não vamos esquecer a DIVONICE desse ser. <3

Menções Honrosas:
Faroeste Caboclo (trailer) foi o melhor filme brasileiro que eu vi em toda a minha vida e também compete forte com os melhores do ano. Sério, QUE FILME BOM DO CARAMBA. Eu vi sozinha no corujão e terminei o longa DES.TRU.Í.DA sentada no sofá com o emocional em frangalhas porque COMO LIDAR?!?!
Sabe aqueles filmes fortes que você não pode ver em qualquer momento porque têm cenas pesadas que podem arrasar contigo e tal? ENTÃO. Ele tem muitas cenas que retratam racismo, desigualdade, violência (inclusive sexual, numa cena que me deixou semanas meio perturbada), abuso, drogas e vícios etc e tal, com uma qualidade e verossimilhança que realmente mexem com a gente de um jeito não muito agradável e, como eu disse, perturbador. 
É um daqueles filmes que nos deixam de ressaca, sabe? Pensando naquilo tudo com uma certa ânsia, agonia e aflição durante dias. Eu lembro do peso de acordar, ficar uns três segundos com a mente vagando confusa entre o despertar e o anuviar do sono, e aí lembrar de todas aquelas cenas pesadas e doídas que caíam na minha cabeça do nada e me ferravam de novo. Entendem a sensação?
Enfim, o filme é ÓTIMO, a Ísis Valverde e o Fabrício Boliveira (casal protagonista) estão maravilhosos e o longa todo é baseado na música escrita pelo Renato Russo, então NÉ? DEU PRA SACAR O QUANTO ESSE NEGÓCIO TÁ INCRÍVEL?! Porque tá.
Eu sou meio preconceituosa com o cinema brasileiro (desculpa - mas em minha defesa eu tive experiências ridículas com ele), mas esse foi um filme que me deixou envergonhada por isso, sabe? Coisa que só ele conseguiu esse ano... (Pois é, não gostei de Que Horas Ela Volta?. Desculpa, sociedade, mas achei a filha da personagem da Regina Casé um POOOORRREEEEE.) 
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Vi Regresso, o filme que FI.NAL.MEN.TE deu o oscar pro DiCaprio (eu tava assistindo a premiação com minha irmã no sofá e levantei batendo palmas histérica e dando gritinhos que nem uma fã mangolóide porque desculpa, NÃO CONSEGUI me conter) e ele tava desgraçadamente ótimo mesmo, e apesar de o filme não ter virado um queridinho pra mim, o homi reaforçou seu merecimento a uma ala especial e vip do meu coração.
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Amor A Toda Prova foi a melhor comédia que vi em ANOS e uau, como eu tava com saudade de ver algo bom dentro desse gênero (quase tão sucateado quanto o terror hoje em dia, convenhamos). Virou um dos meus comfort movies oficiais da vida. Vejam.
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Zodíaco não virou o meu favorito do Fincher (perde pra Seven e Clube da Luta), mas virou meu filme com a fotografia favorita de todos os tempos - e isso vai além de uma competição entre os filmes do diretor, tô falando de qualquer um mesmo. Sério, que fotografia linda. <3
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Tenho que falar de novo da atuação do Tom Hanks em Capitão Phillips, porque sério. SÉRIO, MANO. SÉRIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO. 
Com 41 filmes no ano, dá pra presumir que vários deles foram assistidos de maneira mecânica sem me marcar de nenhum jeito, resvalando fácil para o esquecimento. Mas a atuação do Hanks nesse filme é o tipo de coisa que me faz lembrar a verdadeira arte que é o cinema e a dramaturgia, e como essa gente é foda fazendo algo que eu não conseguiria reproduzir nem que fosse pra salvar minha vida.
Eu terminei o filme e fiquei assim, gente, encarando o televisor por uns cinco minutos só pra prestar tributo à maravilhosidade do cara nesse filme:
Vocês já experimentaram entrar numa página de famosos batendo palmas em premiações?
É UM CAMINHO SEM VOLTA.
De verdade, Tom Hanks, apenas mi beije.
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American Psycho trouxe o personagem do meu ano. Patrick Bateman (COMO SÓ AGORA EU PERCEBI QUE BATEMAN É QUASE BATMAN E O CHRISTIAN BALE FAZ OS DOIS E ISSO SÓ PODE SER ILLUMINATI?!?!?!?!?) virou a cara que eu quero estampada em minhas canecas, camisetas, pôsteres e leggings zoadas de academia (eu não faço academia e odeio leggings, mas é como dizem, "pra toda regra..."). Algumas frases icônicas do filme vão estar marcando presença em contracapas de caderno, rodapé de folhas e bios da internet também e tatuagens só quando eu sair de baixo do teto da minha mãe (palavras dela).
O Christian é péssimo, um cretino, vaidoso, egoísta, serial killer (kkkk - sempre tenha o cuidado de digitar mais de três ''k'' pra não parecer Klu Klux Klan), mas É O BATMAN ADOREI MESMO ASSIM e virou meu personagem amorzire do ano - de um jeito estranho que não se relaciona com o conceito de crush e que eu não quero nem tentar explicar. <3
Vou parar por aqui porque esse post já tá me tomando tempo demais e I have to return some video tapes.
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A Jodie Foster em O Silêncio dos Inocentes provavelmente foi a minha segunda personagem do ano. <3
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Os Homens Que Encaravam Cabras (sim, o filme é tão bizarro quanto o título) ficou com o posto de Filme Totalmente WTF Com Roteiro Doido e Fora da Curva Que Não Tem Explicação Nenhuma  E Eu Não Sei Que Alucinógenos O Diretor Tomou Quando Resolveu Filmar Mas Não Sei Como (mentira, sei como sim: George Clooney) Essa Birosca Deu Certo (pelos menos pra mim e pro meu irmão, que viu junto comigo no corujão; a gente saiu com cara de ¿?<3¿?<3?¿<3¿? sem saber como ir dormir depois de tanta coisa nonsense de aquecer o coração) E Eu Totalmente Adorei. (Em 2016, se não me engano, esse posto ficou com Um Jantar Para Idiotas.)
Não sei como explicar nada referente a esse filme. Se alguém souber, chama no curiozogato.
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Desmond T. Doss, de Até o Último Homem, foi o HOMÃO real que acabou virando filme do ano (junto com Mandela e o Capitão Phillips, mas tô tentando não falar mais deles).
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E acho que a essa altura do campeonato deu pra ver que Jake Gyllenhaal MEU MARIDO VOCÊ VAI CANSAR DE LER ISSO SIM APENAS ACEITE foi o ator do ano, né, em três favoritos (e ainda nem acabei de mencionar ele, vai vendo...).
SEN
HOR
Comentários Adicionais
Closer - Perto Demais, por sua vez, foi o filme cult do ano sobre o qual eu não entendi que por** que que houve ta conteseno -q? nunca nem vi.
Seriously, precisava ser tão hãn?¿? só pra levar o título de cult? Donnie Darko (JAKE GYLLENHAAAAAAAAALLLLL) fez um trabalho melhor.
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Ainda não sei o que pensar sobre A Pele Que Habito.
De verdade.
Não sei.
Aceito ajuda.
#PrayForCarol
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Não, eu realmente nunca tinha visto Sexto Sentido. Eu sei, eu sei...

SÉRIES


Eu sempre amei séries, mas só podia ver as que passavam na TV aberta (poucas boas) porque assistir pelo que então era o único computador da casa (disputado por todos) era praticamente impossível e me demandaria ANOS com séries longas como House.
Mas, aos 17 anos, ganhei um smartphone (sim, há dois anos atrás eu ainda tinha que lidar com os extintos botões enquanto todos bombavam com touch screen, e meu celular não me permitia nem ver um vídeo no YouTube direito) de aniversário e então O MEU MUNDO SE EXPANDIU COMO A CAIXA DE PANDORA, AMIGUINHOS. Em 2016 comecei a ver as séries que realmente queria ver, por conta própria, e em 2017 essa saga continuou como discorrerei abaixo.
Como eu disse, não cheguei a anotar todas as séries vistas no ano, só de maio adiante. Mas vou tentar lembrar aqui o que cruzou meu caminho nos quatro meses anteriores também. Tentarei ser sucinta. (Tô vindo do futuro, também conhecido como fim desse texto, pra dizer que não consegui. De novo. Desculpa.)
As séries vistas foram:

Completas: House M.D. / Thirteen Reasons Why (não vi completa porque a continuação nem saiu ainda, mas eu acho uma verdadeira HERESIA essa ideia de dar continuidade a essa história, então tô sumariamente ignorando qualquer coisa além da primeira temporada - que, pra mim, é só o que importa) / Pretty Little Liars (última temporada lançada em 2017) / Twin Peaks (também tô ignorando a continuação recém lançada quase 30 anos depois das duas primeiras temporadas) / Gilmore Girls / Downton Abbey
E as séries que ainda estão sendo produzidas, das quais vi as temporadas lançadas até esse ano: Game Of Thrones / Stranger Things / The Walking Dead 
(Em 2017 também assisti até a terceira temporada de Mad Men, mas como vou finalizar a série em 2018, ela vai entrar na próxima retrospectiva mesmo.)

As únicas séries que DETESTEI mesmo foram: 
Pretty Little Liars: falei um pouco aqui, mas resumindo, foi o pior investimento (PERDA) de tempo assistindo a um conteúdo midiático da minha vida, porque essa desgraça não é uma seriezinha pequena de 4 temporadas com 10 episódios cada. NÃO, são 7 malditas temporadas de mais de 20 episódios cada uma. E é tudo PURA enrolação e ladainha com um final que apela TOTALMENTE pro conceito Deus ex machina de resolver as coisas. Tipo, TOTALMENTE MESMO (na verdade, eu cheguei à conclusão de que se você tá com dificuldade de explicar a aplicação desse termo a alguém e nem a wikipédia ajudou, mostre o fim de Pretty Little Liars à pessoa; não tem erro) - de um jeito que me faria rir demais de escárnio se eu não tivesse sido umas das pessoas idiotas/enganadas/perdidas que ficaram vendo sete temporadas dessa droga.
De verdade, cara, se algo na história desse blog poderá ser útil de alguma forma, esse algo vai ser meu apelo desesperado pra que você NÃO ASSISTA A ESSA BIROSCA JAMAIS, POR FAVOR.

Twin Peaks: já essa série foi a coisa mais difícil de assistir da minha vida, porque não teve jeito de eu me envolver pelo ritmo do Lynch (na verdade isso é um eufemismo; eu verdadeiramente ODIEI a experiência) e só com muita força de vontade (e cabeça dura) eu cheguei ao fim das duas primeiras temporadas - a série é antigona e em 2017 foi lançada um terceira temporada, quase 30 anos depois, mas eu tô tentando fingir que aquilo é um spin-off (não é, mas dane-se) pra não ter que ver tudo.
Eu quase entrei em coma no meio dos episódios porque, de verdade, eu tava detestando MUITO e isso fez com que quarenta minutos de episódio parecessem duas horas e meu cérebro ia desligando aos poucos durante esse tempo.
Eu sei que o Lynch tem todo um fã-clube e muitos admiradores por aí, além de ser um baita nome da indústria cinematográfica, mas eu não consegui engolir todas aquelas coisas sem pé nem cabeça (o último episódio da segunda temporada, gente, que merda é aquela, sério?) com o discurso de ''ui, que conceitual, que abstrato, que artístico'' (não tô dizendo que não seja essas coisas - quem sou eu pra dizer o que é arte, não é mesmo? -, mas que não consegui entrar na onda), sabe?
Eu tava vendo o vídeo de um cara falando sobre um filme do Lynch em que ele chamou alguns atores e atrizes, vestiu-os de coelhos bizarros (?), colocou-os num set fazendo coisas aleatórias com umas trilhas de risada e outros sons estranhos atrás, gravou isso por cerca de 1 hora e pronto, tá feito o filme. O guri fez uma suposta imitação do Lynch dizendo algo do tipo: ''filme com coelhos humanos sem fala e sem sentido nenhum? Posso fazer, sim, porque eu sou O LYNCH, então FODA-SE''. É mais ou menos esse o meu sentimento com Twin Peaks.

As Três Melhores
Stranger Things: essa foi o grande amorzinho do meu ano e nada tinha competido tanto com Breaking Bad na minha escala de favoritismo até então (elas são muito diferentes então não perdi tempo nesse impasse; Breaking Bad continua sendo A Minha Favorita Da Vida). Stranger Things foi aquele fenômeno que me deixou vidrada e obcecada até ver tudo, maratonando temporadas inteiras em uma noite, em completo fascínio e pedindo mais.
O que eu amei foram as bizarrices surreais é que é uma série com crianças sendo crianças e isso é LINDO de ver, principalmente quando é tão difícil encontrar produções que façam uma representação caprichada e verdadeira dessa faixa etária.
Foi a melhor série do ano e também a que eu mais amei assistir. 

House M.D.: tava na minha mira há anos e foi muito amor poder finalmente conhecê-la. Elejo House a segunda melhor série que vi em 2017 porque ELA MERECE *musiquinha*. A série é ótima e virou daquelas que me deixam com saudade dos personagens esporadicamente, então vou rever uns episódios de vez em quando só pelo gosto.
É maravilhoso como a série mescla drama e humor em seus arcos narrativos e transita por tantas situações diferentes. Quer dizer, são oito temporadas atendendo pacientes dentro de um hospital, e é quase absurdo, se pararmos pra pensar, como deu pra manter esse formato por tanto tempo sem deixar a peteca cair - porque eu sou da parcela de pessoas que amaram ela do início ao fim.
Me apaixonei pelos personagens e pra mim ela teve o melhor final possível. (Eu morri chorando? Morri. Mas foi maravilhoso.)
TAMBÉM QUERO CANECAS E CAMISAS DE HOUSE, POR FAVOR.

Game Of Thrones: é uma série bem controversa e que peca em vários aspectos, eu sei. Mas ela é boa pra caramba e também afundei na trama (mesmo já tendo lido os livros) sem conseguir sair até ver tudo. A série é muito ótima e tem uma capacidade de imersão que fisga os telespectadores com uma maestria que merece palmas. Odiada por muitos (em grande parte pessoas que nunca tentaram assisti-la e antagonizam só pelo hype, convenhamos - gente que odeia coisas só porque as coisas fazem sucesso, por que existem?), a verdade é que pouquíssimos têm a ousadia de falar que ela é ruim pura e simples, e acho que a parcela de pessoas que viu um episódio ou dois e saiu sem vontade de voltar é ínfima em níveis risíveis.
GoT fica aqui com o terceiro lugar, mas a verdade é que ela foi a segunda (depois de Stranger Things) que me deixou com mais gana de assistir um episódio atrás do outro até eu ser obrigada a parar porque VIDA.
Em todos os aspectos, eu ainda prefiro os livros, mas entre todas as adaptações que já vi e das quais saí preferindo os livros, essa é a que mais me fez amar os dois, de maneiras diferentes.
Vem oitava temporada. (E vem sexto livro, plmdds, George R.R. Martin, tô há quase cinco anos esperando, homem.)

Numa Escala Decrescente de Favoritismo, as séries de 2017 ficaram assim: Stranger Things, House, GoT, The Walking Dead, Thirteen Reasons Why, Downton Abbey, Gilmore Girls, Pretty Little Liars e Twin Peaks.

E o Personagem do Ano foi o House. =} <3 (Mas o crush foi o Jon Snow mesmo *cof cof*)

ANIMES


Na hora de falar dos animes as coisas ficam mais confusas ainda, porque deles eu não anotei quase nada mesmo.
Mas tenho quase certeza de que os que eu vi em 2017 foram só (finalmente uma categoria em que eu vou conseguir ser sucinta, por falta de oportunidade mesmo):

Death Note / Trinity Blood / Claymore

L, Um Poço de Sabedoria
Pois é, é bem louco que eu goste de animes e só tenha assistido a Death Note em 2017, porque além daqueles atemporais que passavam na TV durante a infância de todos e o mundo inteiro conhece (Pokemon, Dragon Ball, Naruto, Cavaleiros do Zodíaco...), ele é um dos animes mais popularizados de todos os tempos, com nome conhecido mesmo por quem não dá a mínima para o gênero.
Assisti e posso dizer que ele merece o sucesso que tem (na minha opinião, pelo menos) e virou o favorito do ano -  o que não é muito difícil tendo em vista que eu só assisti 3, mas enfim.
O final foi previsível mas eu gostei da forma como as coisas foram conduzidas e abordadas, e da discussão que ele levanta.
Fica a recomendação.

Claymore ficou num meio termo. Eu gostei mas ficou longe de virar um favorito. Como eu não quero me alongar muito (já virou uma piada falar isso nesse post quilométrico) e já falei do enredo por aqui, só deixo o link mesmo com mais informações pra quem tiver curiosidade.

Trinity Blood foi o pior anime que vi na vida até então, e fui me arrastando muito durante todo o processo, mais ou menos como ocorreu com Twin Peaks. Ele simplesmente não tem nem pé nem cabeça, o desenvolvimento é muito mal feito e desconexo, o roteiro é confuso e o enredo não se sustenta.
Parece que pegaram o mangá e resolveram adaptar um capítulo sim, um capítulo não, e as coisas ficaram incongruentes por conta disso, sabe?
Achei péssimo mesmo e, de verdade, não recomendo nem a pau.

E é isso aí. O texto ficou enorme (bem maior do que eu gostaria) e bagunçado porque tive que juntar as três categorias mesmo. Pra próxima retrospectiva anual vou deixar os filmes num post e as séries/animes em outro, então a coisa vai ficar bem mais enxuta (#OREMOS).
Que venham filmes, séries e animes ótimos em 2018. E se alguém quiser dividir a conta da netflix comigo (de um jeito que eu tenha que pagar uns cinco pila no máximo), serei eternamente grata e ridiculamente abusada. =)