09/12/2017

Sobre Outubro/Novembro (2017)

Essa é de longe (eu espero) a seção de post em que eu mais passo/causo vergonha alheia e denigro minha imagem nesse blog, porque não tem livro, série, filme ou o que for pra desviar o assunto aqui dessa coisa zoada chamada MINHA VIDA.
Dá vergonha e um pouco de arrependimento desse registro nos arquivos? Ôxi, e como... Mas eu também sigo uma política pessoal nesse espaço que é basicamente: se não fosse pra passar vergonha nem um pouquinho você nem precisaria ter esse blog, Carolina.
Ainda assim, acho que não vou manter o costume ano que vem (embora vá continuar com o balanceamento de filmes/séries/livros/links mensais, que gosto mais de escrever), porque LIMITES na autodepreciação. Escrever isso aqui tá me dando agonia e catar os gifs/imagens exige um esforço que tem estragado a graça de poder registrar e posteriormente memorar estes momentos. Ou talvez eu só escreva esse tipo de post mais esporadicamente, sei lá.
Mas como ainda é dezembro e meu TOC dói se eu não encerrar as coisas em ciclos exatos e completos, aqui estou (estamos?) escrevendo de novo sobre fiascos pessoais SOMEBODY PUNCH MY FACE PLEASE :)
Obrigada, querido Chuck. :)
Eu tô com uma alergia de pele que já tá virando uma espécie de bichinho de estimação na minha vida, tamanha tem sido a duração dessa desgraça. Em outubro eu fui na dermatologista de novo [Inclusive conversei com ela sobre vestibular, porque eu não posso encontrar um médico sem perguntar sobre isso, é mais forte do que eu. Ela disse que na época dela era bem mais fácil, não tinha a competição assassina a la jogos vorazes que é hoje e ela foi bem de boa pra prova; até fazia outra faculdade na época, de medicina veterinária, então a coisa foi bem mais tranquila: QUE UTOPIA.] e já voltei com receita pra um total de vinte mil tratamentos que não deram em nada, porque já é dezembro e a bendita alergia continua firme e forte em seu propósito de arruinar minha vidinha já muito miserável sem ela. :)
Também virei assunto de um grupo de velhinhos na parada pra pegar o ônibus e voltar pra casa, porque eu tava lendo e as pessoas na parada super adoram comentar sobre isso ("ler é bom, né?" *sorriso* "minha sobrinha também lê assim que nem você" *mais velhinhos comentando sobre seus respectivos sobrinhos e netinhos leitores*), mas aí já é outra história.
Mantenho a opinião de que esse é o único médico humano que pode
solucionar meu caso - e ele não existe na vida real, então claramente estou FERRADITA.
Em outubro eu também cometi a que seria, possivelmente, a maior atrocidade do ano executada por minha mãos (mas ainda tem dezembro inteiro pra tentar bater essa meta e eu fico particularmente ferrada no fim do ano, então nunca se sabe, as chances são boas): cortei a franja de um jeito SUPER errado.
Eu não vou tentar descrever o erro, porque só isso já faria eu me sentir envergonhada diante DO UNIVERSO, mesmo que ninguém leia esta birosca. Mas resumindo eu peguei mais mechas do que deveria e isso me deixou parecida com o Jim Carrey em Debi e Lóide, mais ou menos (juro).
Tive que ir aos lugares ou de touca ou com uma quantidade record de grampos no cabelo (cheguei a contar DOZE, uma marca incrível segundo o Guinness) durante o mês. Aí você me diz "touca? Não bastava só uma tiarinha, não?", e eu te respondo que se você tá me perguntando isso tu ainda não conseguiu assimilar a MAGNITUDE do erro, coleguinha.
Acredite, a touca num calor de mais de trinta graus era IMPRESCINDÍVEL, então cê perceba o nível do ATENTADO cometido contra mim mesma.
Ainda tô precisando do auxílio de grampinhos, mas o número se reduziu a 3, o que já é claramente uma providência divina (#obrigada#Jesuis). 
Mas vou precisar de um apoio moral pra levantar da cama e enfrentar o mundo durante uns bons meses ainda, ao que tudo indica. Interessados entrar em contato, GRATA.
No momento somos um caso de gêmeos separados na maternidade.
Em outubro (12) e novembro (1) meus dois irmãos fizeram aniversário, então houve uns momentinhos de *comida QUERO*, especialmente na festa surpresa pequena que minha cunhada fez pro babuíno que ela chama de namorado.
Também teve dia das crianças e eu fui ajudar num eventinho, porque não tenho amor próprio, ÓBVIO.

Fui ao casamento de um casal amigo nosso (houve toda uma temporada de casamentos entre meus conhecidos esse ano, bem creepy) também, a céu aberto.
O bendito lugar ficava onde Judas perdeu as meias (as botas ficaram há uns bons km atrás - tirei essa piada de um gibi da turma da Mônica kkk #imatura) e a coisa quase foi pro brejo porque começou a garoar faltando uma meia hora pro fim da cerimônia; mas o pessoal aguentou o tranco e ficou lá firme e forte até entrar no salão de festas (COMIIIIDAAA \o/).
Tirei uma foto super fófis do casal, eles viram no meu instragando e pediram pra passar por whats; que amores (meu dom finalmente foi reconhecido mentira, mas gosto de fingir!).
A gente correndo pro salão e fugindo da chuva
quando disseram que a cerimônia já tinha acabado.
Também houve uma noite de pizza, conversa, risadas e Stranger Things na casa de migos... Amigos do meu irmão, na real; eu sou meio que uma agregada MAS PIZZAS VALEM QUALQUER HUMILHAÇÃO SOCIAL.

Eu já falei que tenho um vizinho que gosta de vir aqui em casa brincar comigo? (Não é o que vocês tão pensando, seus cretinooos...). Enfim, tem o Miguel, de cinco ou seis aninhos, que veio aqui de novo nesses meses, e eu tive que tentar esquecer que tenho 19 anos pra brincar com ele (I meant it quando disse que auto-respeito é um mito na minha vida) de sei lá, restaurante, esconde-esconde e Miguel, vamos brincar de eu vou ficar dormindo até sua mãe chamar? Vamos?! (Spoiler: não fomos; ele é mais esperto do que eu pensei.)
Não sei o que acontece, porque ele super gosta de mim, me escreve cartinhas (de despedida, quando eu quase fui pra outra cidade cursar enfermagem), pede pra vir aqui ficar comigo e tal. Muito estranho.
Te amo, Miguel (ele não lê o blog nem minha mãe lê mas fica aqui a admiração).
Miguel me ama. Crushes, sejam como o Miguel.
Como eu me sinto tentando entreter criancinhas como o Miguel.
Eu trabalhei por uns tempos como camareira num hotel até pular fora/ser dispensada (os dois aconteceram ao mesmo tempo então eu tomei a liberdade de acreditar que era coisa do destino). 
Depois de PILHAS (SERIOUSLY, meu pai levou meu currículo pro trabalho, onde tem xerox, e voltou com umas... 240 cópias, mais ou menos?) de currículos distribuídos em escolas pra tentar voltar a ser prô de inglês, eu recebi uma ligação em que um cara perguntou "você estaria interessada em serviço de camareira?", ao que respondi fazendo um minuto de silêncio pro maior e mais completo WADAFAKI do ano (ou quase). Quer dizer: whaaaaaat?
De onde o cara ouviu de mim e como o meu currículo chegou a ele, em outra cidade, é um negócio que ficará no mistério pro resto da vida. Eu larguei currículo por tanto lugar que já ouviram falar de mim no Acre, é CERTO (bjos pessoal do Acre - quando a internet chegar até vocês, claro).
Mas o desespero era grande, então eu disse "moço, eu entro até no tráfico de humanos se der pra pagar umas contas e comprar umas fritas no fim de semana", e fui.
Só que camareira era só um nome bonitinho pra TRABALHO ESCRAVO (só duas pessoas pra limpar um FUCKING HOTEL com mais de 40 quartos VOCÊS FUMARAM CRACK?!). Eu tava dormindo quatro horas por noite porque estudava (ou tentava) até a meia noite, ia dormir quinze pra uma, acordava às cinco e meia pra pegar o ônibus às seis e chegar no trabalho às sete, pra terminar o expediente mais ou menos como uma zumbi figurante em TWD, então chegou um momento em que as opções eram suicídio ou largar o TERROR emprego. Ainda tô viva, então cês façam as contas...
Na verdade eu até ajudei o dono do hotel (era um negócio de família) a me dispensar, dando motivos e tal pra ele não se sentir tão encurralado e a situação não ficar tão constrangedora (eu tenho problema, gente, me ajuda): "bah, pois é, né, vocês iam gastar uma GRANA comigo só em passagem (mais de trezentos reais, porque era em outra cidade), aí fica difícil mesmo..." No fim, eu fiquei com mais dó dele do que ele de mim, juro (eu TOTALMENTE tenho problema, gente, me ajuda).
Trabalho braçal: NÃO RECOMENDO. Quando a outra mulher (arquétipo de doméstica humilde e tiazona, sabe?) me disse que tava lá há sete anos eu tive vontade de ABRAÇAR ela e chorar no ombro ali mesmo.
Estou de volta às porcentagens, à tristeza por ser inútil e à competição que nessa crise do cão parece ser um poço sem fim.
Agradeço a quem levantar a hashtag #VamoEmpregaEssaPobrePeloamor ou algo do tipo no twitter.
Ouvindo a tia contar que tava lá há sete anos.
Em novembro teve o enem. 
Gente, O. E. NEM. O que é essa bagaça nas nossas vidas?
O enem é toda essa experiência mística (ou mítica, né, porque o que a gente mita em meme com essa joça é um negócio a nível de profissional) na vida do estudante brasileiro, um evento à parte e tanto, então eu vou ter que escrever um post solo sobre esta birosca, porque não tem como expressar num parágrafo só toda a camada de desgraçamento que essa joça acrescenta ao emocional do seromano - e muito menos resumir todo o meu enem em tão poucas linhas. Um post sobre desastrinhos, incomodações, PÂNICO TERROR SOCORRO, risadas de histeria e desespero, comicidades que seriam mais cômicas se não fossem trágicas e momentos de nunca nem vi (MELHOR MEME, MELHOR FRASE PRO ENEM) com as questões merece espaço aqui, e espaço ele terá, em breve.
Por hora, a situação é mais ou menos isso aqui:
Também fiz uma prova de concurso público (pra assistente de educação especial, porque é a categoria em que havia mais vagas e tô mendigando na cara dura mesmo; aparentemente trabalhar em escola é um negócio que não sai de mim, coisa do destino) que estava bem facilzinha; nos conhecimentos específicos tinha aquelas questões dadas bem toscas pra atender ao nível da educação brasileira: "na hora de limpar a criança, NÃO precisa ser em lugar higienizado; quando forem realizar o lanche, só se pode lavar as mãos das crianças DEPOIS, NÃO ANTES" kkkkkk. Mas como tá todo mundo na fossa a competição é absurda e tem umas 20000 pessoas (pra mais) concorrendo a 30 vagas, então...
#O#RE#MOS
Gente indo fazer a prova.
Outra desgracinha que ocorreu foi o DESTROÇAMENTO de uma das nossas árvores (que ficam na lateral da casa fazendo uma sombrinha boa) por causa da tempestade. Uns galhos racharam e levaram fios de luz e internet junto, ferrando com a nossa vidinha (incrível como a vida do ser humano contemporâneo depende - e limita-se por causa - da manutenção da energia elétrica). Ficamos esperando a boa vontade disponibilidade do pessoal da prefeitura pra arrumar os fios para que pudéssemos continuar VIVENDO (drama millennial). Meu pai pegou o bonde de galhos rachados, destroçados e caídos (momento muito difícil pra mim porque total nutro apego emocional cas arvre #ecolochata) e "podou" geral a bicha, então agora nosso pátio tem uma seção normal e uma seção mata atlântica cenográfica de Juras Que Parque (MELHOR MEME), com os restos mortais da arvoro (MEU SENHOR EU AMO ESSE VÍDEO COMO SE FOSSE UM FILHO) cujos galhos estão lindamente ocupando uma boa área do pátio que virou floresta fechada e certamente vai abrigar umas famílias capivaras daqui a um tempo, até a prefeitura vir buscar (até parece) pra jogar no cemitério arvorítico (que provavelmente não existe MAS DEVERIA #ÁrvoresSãoAmigasnãocomida).
Por hora, tomo a liberdade de me sentir a Jane em Tarzan (da animação, por favor; o live action estragou minha infância) com meus cachorros no meio do pátio.
MEU SONHO DE PRINCESA
O skatejurasquepark da cidade fica no meu bairro (péssima informação pra dar a um stalker que eu espero não ter), e embora meu irmão mais novo (o tipo de guri que compra uns cinco shapes por ano, porque anda demais e consegue quebrar todos pelo excesso de uso, de maneiras que a gente desconhece) MORE lá, eu tinha ido poucas vezes (embora passasse por ele todo dia na ida ao colégio), porque o lugar é ponto de encontro da galera da CIDADE INTEIRA e esse é o tipo de lugar que eu amo evitar.
Mas fui num fim de semana com meu irmão e cunhada e em dado momento nós duas cometemos o erro de tentar andar na rampa e OLHA. Você provavelmente vai cair como nós na primeira vez, mas recomendo a experiência porque, por mais que subir seja tranquilo, na hora de voltar, descendo de costas, o eixo do mundo parece girar bruscamente e todo o seu equilíbrio e senso de localização espacial se afetam durante uns dois ou três segundos muito loucos... após os quais você se espatifa, mas REPITO: vale a pena porque é uma experiência muito louca e engraçada, me senti numa simulação de outra realidade espacial ou algo do tipo.
Incrível como o Tony Hawk faz a coisa parecer fácil MAS FÁCIL É O ESCAMBAU.
Também andei de carro com o gato pela primeira vez e ele parece ter se sentido igualmente numa outra realidade, porque olhava pra janela vidrado e assombrado, com cara de como é que essa merda de mundo tá girando sozinho? (lembremos que ele não frequentou a escola e rotação é um conceito que lhe é estranho).
Outra coisa, uma grande coisa, aconteceu em novembro (no meio de uma festinha com os restos da primeira festa do meu irmão, numa daquelas coincidências tragicômicas que o universo parece adorar), mas ainda não tenho estrutura emocional pra escrever sobre isso, então por hora encerro esse texto aqui.
Pelo menos por mais uma vez, acho que volto. o/

05/12/2017

O Amor Começa no Inverno

Do Simon Van Booy
Existem livros bons, ótimos e maravilhosos, cuja qualidade, gostos à parte, ninguém questiona. Esses livros ganham prêmios, menções, fãs e notoriedade, além de render muito dinheiro - o que é ótimo; eles são bons mesmo. Merecem.
Mas existe uma outra coisa também: livros que não são só bons ou ótimos, mas preciosos. Esses a gente encara como as pérolas raras que eles são, agradecendo pelo iluminado momento em que, depois de hesitar e ponderar um pouco, enfim decidimos tirá-los da estante pra levar pra casa, graças a Deus!, mesmo que nunca tivéssemos ouvido falar no título ou no nome do autor. Porque existem muitos livros bons, mas a gente (nós, os leitores) sabe que os verdadeiramente preciosos, que nos fazem ter vontade de agradecer ao universo pelo nascimento do(a) artista que os criou, são um em mil ou um milhão.
Só que claro, cada leitura é uma experiência íntima e pessoal, e não se pode afirmar como verdade absoluta que um livro será recebido por todos os leitores da mesma maneira. Ainda assim, O amor começa no inverno, para mim, foi uma verdadeira preciosidade. Uma jóia rara, uma espécie de bênção.
"Nossa, que bom que eu trouxe isso pra casa."
A escrita de Van Booy é poética, daquele tipo que parece conter o sentido da existência em cada linha, em cada ponto, no espaço entre uma palavra e outra. Numa mesma página ele me levava a parar de puro encantamento diversas vezes, encarando diferentes frases suas, pensando que meu Deus, como isso é lindo, como essa escrita é linda, como a vida através das palavras desse autor é linda. Risquei no livro (com lápis, porque é da biblioteca e eu vou precisar apagar depois de passar os trechos amados pro tumblr) as frases que me encantaram mais vezes do que seria aceitável pra borracha já gasta que eu vou ter que usar pra remover meus traços toscos depois, porque aqueles versos eram tão belos que eu não me perdoaria se os deixasse pra trás.
Em 221 páginas Van Booy nos conta cinco contos, cinco histórias sobre a vida de diversas pessoas diferentes. Todas elas transbordam sentimentos profundos e ancestrais que só quem faz parte desse espetáculo chamado vida pode reconhecer - ainda bem que todos nós fazemos; pena que teimamos em esquecer disso. Mas essas histórias estão aqui para lembrar a quem quiser ler, de forma intensa e com palavras poéticas de significados nem sempre fáceis de digerir, como existir é uma experiência tão densa, arrebatadora e intensa, e quão incrível é o simples ato de sentir. 
Em poucas linhas (o livro é curto, afinal) o autor nos faz mergulhar naquelas vidas que ele retrata e que parecem tão absurdamente reais e sensíveis, e essa é uma viagem sem volta da qual só nos libertamos (parcialmente, porque é impossível não ficar sentindo muito mesmo após o fim) ao término da ultima página.
Já disse por aqui que o que catapulta ou não livros lidos à minha estante de favoritos é o quanto eles me fazem sentir (da maneira que for), e esse livro elevou essa capacidade a seu nível máximo: eu ficava absolutamente boba, derretida e desconcertada ao fim de cada conto (por mais que uns sejam melhores do que outros), encarando a última página sem conseguir elaborar um pensamento coerente sequer.
O dom de Van Booy, como um crítico (de ótimo julgamento), fez questão de apontar, é, antes de ter uma escrita complexa e personagens bem desenvolvidos, conhecer a fundo a alma humana - e passar esse conhecimento pro papel com pureza, fluência e plenitude.
Eu não vou me alongar demais nessa resenha, porque o espaço pra descrições sobre o enredo não vai ser muito explorado, já que falar das cinco histórias seria muito dispendioso (ainda mais quando eu tenho um problema de "inchações na escrita", como já disse Stephen King, e me alongo demais). Mas fica aqui o registro de que minha favorita foi a primeira, cujo título também dá nome ao livro, sobre um violoncelista chamado Bruno e suas pedras, que encontra a moça Hannah e suas sementes, ambos feridos emocionante e carregando um peso debilitante originado no passado. 
Leiam pra descobrir o resto. Me fez sentir demais.
Eu peguei esse livro pensando que só faria uma menção breve a ele aqui no fim do mês, porque faz mais sentido pra mim escrever resenhas sobre histórias integrais, não coletâneas, como é o caso. Ele serviria como uma folguinha nas minhas resenhas, durante a qual eu poderia me debruçar sobre outros textos que estão nos rascunhos há um tempo. Mas no meio da primeira página (sim), mais ou menos, eu soube que ele me tocaria demais pra que eu o reduzisse só a algumas linhas rasas, e não a um texto inteiro. Eu não conseguiria me permitir tal omissão (sem querer ser piegas mas já sendo).
O Amor Acontece no Inverno me cativou demais. As palavras de Van Booy conversaram comigo como poucos autores conseguiram até então. Gosto dessas coisas que nos lembram como a vida pode ser linda, feliz... Ou triste e feia, do jeito que ela for. Mas de um jeito ou de outro, ela continua, acontece e é especial, e isso me aquece o coração.
Esse foi o único livro do autor que li até então, o segundo publicado por ele (o primeiro também era uma coletânea de contos), mas sei que ele tem pelo menos um romance por aí (segundo a orelha do livro), e fiquei com muita vontade de ver o que esse cara consegue fazer com uma história que correrá por mais de setenta páginas (mais ou menos o número de páginas do maior conto), porque se ele conseguiu me conquistar em dois parágrafos e com vários contos rápidos e pequenos, um romance inteiro parece uma experiência muito tentadora.
Tô querendo aumentar o cânone dos meus escritores favoritos da vida (de quem já li mais de um livro, no caso), que não tem visto nomes novos há um tempinho, e ele parece ser uma boa aposta.
Declaro oficialmente iniciada a temporada de caça a livros do Simon Van Booy nas estantes do (meu) mundo.

''ENTÃO ELE PENSOU NA IDEIA DE UM MUSEU: O REGISTRO FÍSICO DAS COISAS; A HISTÓRIA DE MILAGRES; O MILAGRE DA NATUREZA E O MILAGRE DA ESPERANÇA E DA PERSEVERANÇA, ARRANJADO PARA NUNCA SER ESQUECIDO, OU PERDIDO, OU SIMPLESMENTE CONFUNDIDO COM COISAS COTIDIANAS SEM IMPORTÂNCIA.''

30/11/2017

Mescelânea - Novembro 2017

O mês livrístico e cinematográfico até que rendeu... pena que a vida insiste em não seguir o mesmo ritmo. Mas vamos lá.
Lidos
Da annyamarttinen (de novo)
Foram seis livros lidos em novembro (esse número se repetiu bastante nos últimos meses, coincidentemente): 1Q84 - volumes 2 e 3 (Haruki Murakami), Múltipla Escolha (Lya Luft), O Amor Começa no Inverno (Simon Van Booy), Mar Inquieto (Yukio Mishima) e Charles Darwin - Personagens que mudaram o mundo (Anna Sproule).
Terminei os dois últimos livros da trilogia 1Q84, que já resenhei aqui, e repito: leiam. É bizarrinha de um jeito ótimo e virou uma favorita, apesar dos pesares.
O Amor Começa no Inverno é uma coletânea de contos desse autor que eu não conhecia, Simon Van Booy, e achei o livro lindo demais pra não escrever detalhadamente sobre, numa resenha já pronta que vai sair daqui a pouco. Por hora, fica mais essa recomendação histérica: LEIAM.
Sobre os que não resenhei/não vou resenhar:
Múltipla Escolha é mais um daqueles livros da Lya em que ela fala diretamente com o leitor, como numa crônica estendida. Nesse ela desconstrói algumas convenções e pensamentos enraizados que limitam e alienam as pessoas.
Quando leio e penso na Lya Luft, imagino uma mulher que viveu muito, observou muito e aprendeu muito, e que, depois de toda a sabedoria adquirida, se senta numa cadeira vendo o mundo acontecer e escreve aos seus leitores tudo o que aprendeu sobre a vida, na esperança de tentar mudar pra melhor o universo de cada um. Tive o mesmo sentimento com esse livro. Recomendo muito, claro.
Mar Inquieto eu peguei porque tava a fim de ler mais um livro de autor(a) japonês(a) e esse pareceu bonitinho (julguei pela capa e pela fonte oriental fofinha do título, não nego). Li a sinopse que diz ser sobre um garoto pescador numa ilha reclusa que conhece e se apaixona por uma forasteira que chegou lá há pouco e pensei que seria um livro sensível, bonito, delicado... Mas foi bem mééh, insípido, tedioso e sem graça.
Sabe aquele GIF do John Travolta em Pulp Fiction, um baita meme, em que ele fica procurando alguma coisa enquanto gesticula confuso? Foi assim que fiquei ao fim desse livro, tentando entender por que ele foi escrito.
Se existe um motivo pra vir aqui falar de livros que me deixaram completamente indiferente, é poder advertir quem está me acompanhando aqui (tem alguém aí?) de que a leitura não vale a pena - mesmo que o escritor tenha cometido suicídio ritual ao término de sua última obra, e desgraças naturalmente atraiam a curiosidade alheia...
Não recomendo.
A biografia do Charles Darwin é de uma série sobre a qual já comentei na mescelânea passada. As edições são muito boas, com uma linguagem simples, várias imagens e informações passadas através de tópicos curtos (mas suficientemente elucidativos), já que, como descobri quando folhei todos os volumes que tenho, cada um tem exatamente 60 paginas (+ notinhas).
O legal dessas biografias é que a imagem intocável dessas grandes personalidades é desconstruída um pouquinho quando a gente descobre que elas eram gente como a gente: que Darwin colocava a cama dos filhos dentro do escritório em que trabalhava quando eles estavam doentes, pra ficar sempre próximo a eles (own); que ele pedia pra que eles observassem e perseguissem (haha) as abelhas e insetos do pátio, pra ajudar na pesquisa dele, e que ele deitava no meio da grama sob a sombra das árvores quando a família ficava no jardim à tarde, pra ficar em contato com a natureza que ele admirava tanto. ;) Sabe, esses detalhes que a gente não imagina que também existiram na vida dO Grande e Admirável Darwin.
Recomendo bastante a série (editora Globo).
Assistidos
Foram três filmes vistos e quatro temporadas de uma série maratonadas esse mês.

Capitão Phillips
Minha cunhada organizou uma festa surpresa modesta (só família) pro meu irmão na casa dela, e depois de nos empanturrarmos, eu, ela e ele assistimos a esse filme na netflix.
É baseado na história real de um capitão (eu me sinto muito em Piratas do Caribe falando "capitão", altas emoções) de um navio cargueiro que atravessava uma região marítima do continente africano famosa por sofrer saques de piratas. E os piratas vêm mesmo, tentam ferrar tudo, tocam o terror na tripulação com metralhadoras e ameaças, e o capitão, como responsável supremo pela embarcação, tem que tentar manejar a situação e manter a tripulação em segurança, pondo-se em perigo por ela sempre que preciso.
Se me dissessem que as duas horas de filme se passariam apenas dentro de um navio e de um submarino, eu poderia ficar meio desanimada pela perspectiva de imobilidade (o submarino é MINÚSCULO e a câmera fica cerca de uma hora inteira só dentro dele), mas em nenhum momento o filme fica arrastado ou ruim por conta disso; muito pelo contrário, a perícia com que as cenas são dirigidas faz com que não nos entediemos em nenhum momento, apesar do cenário limitado, e cada minuto de filme é um ataque cardíaco diferente. Incrível.
Tom Hanks (que homem) está sendo Tom Hanks (assim mesmo, como um elogio - porque é mesmo) o tempo inteiro e entrega uma atuação de deixar a gente com vontade de abraçar o cara e agradecer por ele ter nascido, porque que atorzão da por**.
Umas curiosidades sobre esse filme: o roteiro da cena em que os piratas invadem o navio não foi inteiramente passado ao Hanks, então ele acabou improvisando mesmo, com uma surpresa real e sincera a cada movimento ameaçador dos saqueadores. Um brinde ao realismo pelo qual o diretor zelou na hora de filmar essa pérola.
Outra curiosidade é que boa parte (senão todos, não sei) dos atores escalados para os papéis de pirata eram completos amadores e reais moradores daquelas regiões miseráveis retratadas, treinados só pra fazer o filme, seu único trabalho no cinema (sim, eu acompanho uns canais de cinema pra saber dessas coisitas).
Ambas as decisões da equipe de direção do filme renderam ótimos frutos e tenho que recomendá-lo aqui, porque OLHA: ÓTIMO. VEJA AGORA SOB PENA DE [insira aqui seu maior medo].

Mandela: Longo Caminho Para a Liberdade
Eu, o Mateus e a Taiane (meus irmãos) vimos numa noite de sábado, na Globo (porque TV aberta é a única opção aqui). Os dois tavam se rendendo ao sono e pensando em abandonar a sessão, mas ao passo que o filme ia se desenvolvendo eles iam se ajeitando no sofá, e ficamos vidrados até a madrugada (são duas horas de filme, mais ou menos).
Morgan Freeman (esse homi <3) em Invictus sempre será meu Mandela favorito (depois do próprio Mandela, claro), e no início foi um pouco difícil me acostumar com o Idris Elba no papel, mas depois a coisa fluiu.
Era uma dor atrás da outra atingindo o coração da gente, sentados nos sofá e vendo as injustiças terríveis que fizeram pra coibir a luta por igualdade do cara, especialmente quando ele esteve por mais de 20 anos (!) na prisão. Eu e o Mateus víamos as cenas (extremamente incômodas) praguejando e falando como, se fosse conosco, íamos matar todo mundo bem lentamente e tacar fogo na por** toda assim que tivéssemos a chance. Sabe quando você pensa "aaaahhh, não, mas se encostarem nele e fizerem alguma coisa contra ele mais uma vez eu invado essa TV de merda, espanco todo mundo e toco o terror em tudo!!!"? A gente fica o filme inteiro assim.
Então, por nos projetarmos no lugar dele e naquela situação, fica mais incrível ainda ver o pacifista que Mandela foi, saindo de lá pregando a paz e sem instigar a comunidade negra (insatisfeita e querendo justiça, óbvio) a estripar os coleguinhas racistas que vissem pela frente.
O filme acaba quando ele é eleito, mas a gente passa por muito drama, choro, sofrimento e raiva até lá. Mas já recomendo (de novo) Invictus, cuja narrativa se desenvolve a partir do momento em que ele recém começa a exercer o cargo (também tem muito drama, choro e raiva depois disso, fica a certeza de que o ser humano é mesmo uma bela bosta o aviso), quase como uma continuação.
Mandela: o maior homão da por** entre todos os homões da por** que já existiram.

Amor à Toda Prova
Que nome porcaria deram no Brasil, hein. Crazy, Stupid, Love é bem melhor.
Esse filme é velhinho, até, mas eu ainda não tinha visto em nenhuma das TROLHOCENTAS vezes que passou na globo.
É um daqueles filmes que desenvolve a trama de vários personagens diferentes, até que a gente descubra como elas se conectam (e eu ADOREI esse spoiler final; a zorra que rola no fim é bem o tipo de baderna que me faz feliz no sofá da minha casa #imatura).
Tem um cara (Steve Carell <3) traído pela esposa, depois de anos de casamento, que fica na fossa até virar projeto de um gostosão (Ryan Gosling) que quer ensinar ele a "despertar a própria masculinidade" (pfvr) pegando todas por aí (bem estereotipado, eu sei); tem a garota (Emma Stone <3) recém aprovada no teste de direito que se joga na cama (ou tenta) com o gostosão depois de uma desilusão amorosa; tem o filho do cara quadradão que é apaixonado pela própria babá, que por sua vez é apaixonada pelo pai dele (#a#vida#é#uma#merda); tem a mulher (Julianne Moore <3) que pediu o divórcio do caretão e tem suas próprias desilusões e motivos, e por aí vai. Uma salada de frutas bem divertida com um final digno de circo.
Foi uma das melhores comédias que vi no ano (vocês já perceberam como é difícil achar comédias boas?). Me proporcionou risadas necessárias depois de uma semana péssima e eu recomendo demais pra quem quiser fugir da vida com uma produção engraçada e despretensiosa, a nível comfort movie total. Tem todas aquelas piadas e momentos constrangedores de vergonha alheia que me confortam com a certeza de que #Não #Estou #Sozinha #Nessa.
E tem esse elenco querido pra somar pontos também, né (eu já falei que adoro a Julianne Moore?, mas repito: adoro a Julianne Moore)(e plmdds, os olhos da Emma Stone são maravilhosos)(Steve Carell me faz rir sem fazer nada, basta ele aparecer na tela que eu já tô morrendo engasgada no meu próprio riso, É UM DOM)(o Ryan Gosling tem cara de bebê demais pra que eu consiga me sentir fisicamente atraída, desculpa).

Downton Abbey
Vi as quatro primeiras temporadas (são 6) de Downton Abbey esse mês. Comecei a ver porque me pareceu bonitinha mesmo, queria uma série querida na qual me aconchegar.
É sobre uma família aristocrata inglesa do início do seculo XX que mora num casarão e controla toda uma vila, naturalmente enfrentando alguns perrengues por conta disso (a filha que não arranja casamento e não pode herdar a propriedade, a produção agrícola que tá capenga e pode falir a família, as tramoias pra prejudicar toda a política de Downton, estratagemas armados pra ferrar pessoinhas etc). Mas a série não foca só na família e divide espaço com toda a criadagem que trabalha na mansão, e nesse segundo plano também vemos muitos conflitos.
Pra mim o encanto de toda a produção é esse: ver duas classes de pessoas tão distantes, hierarquicamente falando, mas que, no fim, têm tantos problemas naturais à vida em comum. A filha riquíssima acaba, muitas vezes, sendo tão triste quanto o mais humilde dos lacaios - e as duas tristezas são reais e válidas.
Eu demorei pra me envolver, e só acabei maratonando depois da segunda temporada, quando a série me pegou de vez com uns dramas mais pesados (eu gosto de sofrer com filmes, séries e livros mesmo, não tem jeito) - porque as primeiras duas eu vi me arrastando, sem conseguir me interessar pelo conflito inicial de problemas com alianças matrimoniais, herança, sucessão etc.
Os cenários são incríveis de lindos e toda a estética (figurinos, locações, fotografia e tudo mais) é bem construída e encantadora.
Depois de uma reação inicial meio insípida, a série tem me conquistado, viciado e aconchegado cada vez mais. Tô gostando bastante.
É um tanto engraçado pra mim assistir porque SE-NHOR, eu não saberia viver num tempo em que as pessoas recebiam ajuda de empregados(as) até pra vestir e tirar roupas ao acordar/antes de dormir, sem conseguir piscar os olhos sozinhas, porque pelamor, que aflição, que agonia.
Recomendo muito e ela ainda vai aparecer mais por aqui - mas advirto que a terceira temporada provavelmente vai destroçar o seu coração lindamente. :)

Links, LINKS EVERYWHERE

-A Lolla (hellololla) tá postando um apanhado de links legais no blog dela toda sexta (ou quase) e os dois próximos foram descaradamente tirados desse post (eu quero comer todas aquelas suculentas unicornianas do arco-íris encantado):

-Please Don't Tell Me I'm Beautiful; texto bem sensível e tocante sobre não se ver, não ser vista e não se sentir bonita (além de não ser tratada como tal), e, paralelamente, ter que tentar lidar com elogios esporádicos que não conseguem enganar/anular esse sentimento contínuo e atemporal.
Deixemos de lado o papinho "o importante é você se achar bonita, beleza vem de dentro, tenha uma boa autoestima blablabla", por favor, obrigada.

-Uma fotógrafa ficou quatro anos acompanhando os bastidores da produção de filmes pornôs e fez um ensaio sobre isso, além de dividir esse relato, que eu achei um tanto interessante.

-The Opposite of Loneliness: esse discurso de formatura lindo que resume todo o meu sentimento nostálgico com o tempo de escola, escrito por Marina Keegan, formanda da classe de jornalismo de Yale em 2012, que morreu num acidente de carro poucos dias depois da formatura. #Crying

-11 Last known pictures of our beloved celebrities; artigo do 9gag (AMO ESSE SAITE) com título auto explicativo. (Nunca vou superar a morte do Steve Jobs - muito menos a do Robin Williams.)

-Hoje eu fui violentada; texto no medium sobre a aprovação da pec 181 que proíbe o aborto em casos de estupro e RISCO À VIDA DA GESTANTE. Quem chamaram pra votar? DEZOITO homens (a favor) e apenas UMA mulher (contra) - não sou a favor da legalização do aborto em TODOS os casos (pois é, que louco, me julgue), mas SENHOR, dar voz a uma cambada de homens num assunto que diz respeito às mulheres e cujas consequências cairão, acima de tudo, sobre elas me indigna em níveis que a ciência não explica (e nos dois casos mencionados sou a favor da legalização porque ÓÓÓÓÓÓÓÓBVIOOOOOOOOOOO, só pra constar e pra não ter que levar o rage esperado na cara).
The Handmaid's Tale é mais real do que a gente imagina.

-Texto ótimo sobre a Mary Maravilhosa Shelley, que inventou a ficção científica com Frankenstein e provou pra sempre (embora o pessoal goste de esquecer) que esse tipo de história não é só ''coisa de menino''.

-Vídeo da Carol Moreira com curiosidades sobre Breaking Bad, depois de 10 anos da estréia da série, porque aparentemente eu não falei dela o suficiente aqui. (Eu CASO com quem comprar o livro da DarkSideBooks pra mim.)

-Entrevista engraçadinha com parte do elenco infantil de Stranger Things no The Tonight Show, falando da cena do beijo entre Mike e Eleven.
O que me encanta nessa série (além das bizarrices, claro) é ver crianças sendo crianças, e isso elas fazem de novo nesse vídeo: "Kissing Sucks!!!" #QueroAdotarTodas

-Lugares de fala e lugares de escuta na publicidade; texto na Revista TRENDR sobre a necessidade de encarar a publicidade de maneira responsável e consciente, admitindo o peso que ela tem na hora de representar classes/grupos e ditar comportamentos.

-Texto da Aline Velek sobre produzir conteúdo pra internet (ou fora dela) e a recorrente sensação de que você não tem público (#eu) e está sozinho dando gritos inauditos no meio do deserto (altas analogias).

-Jon Bon Jovi cantando Hallelujah no Madison Square Garden me faz ter vontade de chorar porque esse homi momento é claramente a coisa mais linda que a humanidade presenciou em seus milhares de anos de existência e isso é o mais próximo que a gente pode ter do famigerado céu na Terra.
NÃO. SEI. LIDAR. COM. ESSA. CENA.
Esse ser deve ser o único homem com mais de quarenta anos que me deixa babando VOCÊ NÃO LEU ISSO, MÃE.

-Texto da Fernanda (uma das editoras do Valkirias; amo a escrita dessa mulher) na Revista Pólen sobre uma HQ com a biografia da Anne Frank e sobre como é importante não esquecermos dos terrores do nazismo e do mal que ele representou, que muitas vezes perdura.

-Texto bonito, também na Pólen, sobre família. Minha família é bem diferente dessa (sadly) e leio esse tipo de coisa como uma testemunha distante e exclusa, mas não deixo de admirar e achar bonitinho.
E como eu nunca sei como terminar e me despedir nesses textos, fique com essa foto (uma das minhas favoritas) do Snoopy, meu cachorro de outrora (ele sumiu esse ano, nunca mais voltou e eu ainda não superei isso também, tal qual a morte do ícone Robin Williams) te encarando com cara de WTF.
Ele não era perfeito? Era. <3 /// Até! (Vou ali chorar no cantinho...)